Um relato sobre a tecnologia DLNA Parte I

Ano passado adquiri um PS3 com a intenção de passar algum tempo jogando Resident Evil e alguns outros jogos que gosto. Logo que comprei fiquei curioso em encontrar o PS3 listando meu computador como um servidor de mídia para fotos, músicas e vídeos. Apesar de alguns amigos terem me falado desta possibilidade não tive curiosidade de mexer com a funcionalidade e procurar mais informações a respeito da tecnologia por trás disso, já que a ideia do videogame era simplesmente jogar.

Algum tempo depois precisei trocar de TV e acabei adquirindo uma Sony em promoção. O mais interessante foi ver a integração TV<->PS3 uma vez que as TV’s da linha em questão possui a mesma interface do PS3 (XMB) que é baseada no linux, e a possibilidade de controlar o PS3 pelo controle remoto da TV. Também fiquei intrigado quando vi que a TV também exibia as mesmas opções de foto, áudio e vídeo que o videogame. Desta vez fui pesquisar a respeito e descobri que a tecnologia por trás disso respondia pelo nome de DLNA, uma “evolução” dos serviços uPnP para stream utilizado por servidores de mídia.

As primeiras tentativas de uso oscilaram entre euforia e decepção já que apesar de funcionalidades legais como reproduzir um vídeo na TV diretamente pelo PC através de wireless, os constantes erros quanto tentava ouvir música por um tempo maior ou a limitação de formatos possíveis para transmissão de vídeos eram desanimadoras.

Após algum tempo precisei trocar meu roteador e novo aparelho possuía uma funcionalidade para conectar um dispositivo de armazenamento com o intuito de compartilhar os arquivos na rede sem a necessidade de um PC constantemente ligado e ainda atuar como…. um servidor uPnP/DLNA!!! Nesse mesmo tempo, fuçando no meu celular encontrei um ícone com o nome DLNA e para minha supresa ele conseguia atuar tanto como um reprodutor de mídias como um servidor de arquivos podendo ser acessado pela TV/PS3/PC ou enviando conteúdo para reprodução na TV.

Foi ai que resolvi estudar melhor o assunto e para não perder tempo configurei o roteador como servidor de arquivos com todas as minhas músicas, fotos e filmes nele. Decepção novamente. A TV listava o servidor mas raras vezes exibia o conteúdo, e quando exibia sempre apresentava erros na hora de executar os arquivos. Não entrava na minha cabeça que um padrão tão divulgado nas embalagens dos produtos pudesse ser tão ruim até encontrar este artigo onde o autor cita sua experiencia com o protocolo usado em servidores uPnP/DLNA. Nesse instante estava claro que as coisas não iriam funcionar 100% como eu achava e o melhor era me contentar em fazer funcionar o possível.

Fui em busca de melhores resultados e resolvi pegar um desktop que tinha encostado aqui em casa e instalar o Linux nele para testar alguns softwares que prometiam funcionar como servidores de conteúdo no padrão DLNA. Como não sou muito familiarizado com ambientes Linux tive ajuda de um amigo na escolha da melhor distribuição e acabei instalando o Xubuntu. Depois disso comecei os testes dos programas e quanto mais programas eu testava mais me desanimava. Os mais diferentes problemas aconteciam e eu nunca conseguia ver fotos ou ouvir musica através da rede.

Foi então que me deparei com o PS3 Media Server, o único com interface visual e tão completo que provia até soluções para comportamentos inerentes ao protocolo DLNA. A facilidade de configuração aliada a recursos como transcodificação de formatos e incorporação de legendas (sim o protocolo é muito restrito com formatos e não agrega legendas nativamente) me fizeram crer que foi a melhor escolha para o tipo de integração que desejava fazer entre os aparelhos.

Na parte II irei descrever maiores detalhes sobre a estrutura montada, a adição de um Torrent Client e o controle total do media center pelo celular. Até breve

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